A violência sexual representa uma das questões mais desafiadoras na intersecção entre medicina, psicologia e direito, mobilizando profissionais e sociedade de forma singular. Apesar de suas raízes históricas antigas, o desenvolvimento social contemporâneo tem gerado maior conscientização e recusa coletiva diante desses crimes. A tendência de vincular automaticamente tais comportamentos a transtornos mentais nem sempre corresponde à realidade clínica, evidenciando a necessidade crucial de avaliações psiquiátricas e psicológicas especializadas. O cuidado às vítimas configura-se como prioridade para reduzir sequelas psicológicas, enquanto intervenções com perpetradores visam prevenir reincidências. A natureza multifacetada do fenômeno demanda perspectiva interdisciplinar que integre conhecimentos de psicólogos, médicos, operadores do direito e demais profissionais que enfrentam cotidianamente essa realidade complexa, constituindo recurso indispensável para todos que trabalham nessa área desafiadora.

